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Só 21% da renda sobram no bolso do brasileiro depois de pagar as despesas básicas – Jornal Hoje

Em entrevista ao Jornal Hoje, Alessandra Ribeiro, sócia e diretora de Análise Macroeconômica e Setorial da Tendências Consultoria, analisa um dado preocupante: apenas 21% da renda do brasileiro permanece disponível após o pagamento das despesas básicas. A economista explica os fatores por trás desse cenário e os impactos no consumo e na qualidade de vida da população

Uma pesquisa da Tendências Consultoria mostrou que realmente está sobrando cada vez menos dinheiro no bolso dos brasileiros depois do pagamento das contas, como água, aluguel, despesas básicas, como alimentação, saúde, educação e as dívidas com cartão de crédito e financiamentos.

O levantamento da Tendências analisou os últimos 15 anos. Em março de 2011, ainda sobravam 27,2% da renda depois do pagamento de todas as despesas. Foi o maior patamar da série histórica. Em fevereiro de 2026, o brasileiro ficou com apenas 21% da renda para atravessar o mês, o menor nível já registrado.

O estudo calculou uma média da população brasileira, ou seja, para muitas famílias sobra muito menos que isso. Para se ter uma ideia, em fevereiro, quem ganha um salário mínimo ficou com apenas R$ 340,41 para bancar outras despesas.

O estudo aponta também que a alta dos custos com moradia, saúde e educação foi, ao longo de muitos anos, o principal fator para que não sobrasse aquele dinheirinho a mais no final do mês. Mas, de 2025 para cá, os economistas avaliam que os preços não têm aumentado tanto assim.

“A gente teve uma menor inflação de alguns itens, com destaque para alimentos em 2025. Então isso até gerou um certo alívio. Mas, do outro lado, tivemos o aumento crescente do peso financeiro sobre o orçamento familiar. As famílias estão acessando linhas de crédito emergenciais. E é isso que faz uma grande diferença, porque, a partir do momento que elas não têm acesso a linhas de crédito com juros mais acessíveis, acabam indo pro cheque especial, cartão de crédito rotativo, e aí os juros são significativamente maiores e pesam muito mais no orçamento das famílias.”, explica Alessandra.

Confira a reportagem completa no vídeo abaixo!