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Famílias brasileiras nunca estiveram tão endividadas, aponta levantamento do Banco Central – Jornal Nacional

Em entrevista ao Jornal Nacional, Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria, falou sobre o alto nível de endividamento das famílias brasileiras, que atingiu o maior patamar da série histórica, segundo levantamento do Banco Central 

Um levantamento do Banco Central mostrou que as famílias comprometem quase 30% da renda mensal para pagar dívidas, um recorde em fevereiro. E o endividamento – o total das dívidas em relação à renda acumulada em 12 meses – chegou a 50% dos ganhos da família. Outro recorde.

Hoje a taxa Selic está em 14,75% ao ano. Ela é o instrumento do Banco Central para controlar a inflação e influencia taxas de juros, como de empréstimos e financiamentos.

A Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central. Para chegar a ela, o Copom avalia, entre outros fatores, o cenário das contas públicas. Economistas afirmam que a falta de equilíbrio fiscal impede a queda dos juros.

Com juros elevados, o peso das dívidas aumenta para as famílias. E a inadimplência cresceu também. Em fevereiro foi recorde: chegou a 4,4%. Em março até caiu um pouco, ficou em 4,3%.

Nesse cenário, conseguir empréstimos fica mais difícil, já que os bancos ficam ainda mais exigentes.

“As famílias estão acessando linhas de crédito emergenciais. E é isso que faz uma grande diferença, porque a partir do momento que elas não têm acesso a linhas de crédito com juros mais acessíveis, acabam indo pro cheque especial, cartão de crédito rotativo, e aí os juros são significativamente maiores e pesam muito mais no orçamento das famílias”, explica Alessandra.

O governo promete anunciar um novo programa de renegociação de dívidas nos próximos dias, o que, segundo economistas, não vai resolver o problema.

Confira a reportagem completa no vídeo abaixo!