Tributação indireta e defesa da concorrência no Brasil – Valor Econômico
- Na Mídia
- 06/07/2026
- Tendências
Por Maílson da Nóbrega* e Mário Westrup**
A defesa da concorrência ocupa posição central nas economias de mercado. No Brasil, ela amadureceu institucionalmente por meio da repressão a cartéis, do controle de atos de concentração e da vigilância sobre abusos de poder econômico. Esse processo produziu um sistema concorrencial sofisticado entre os países emergentes. Menos atenção foi dada, contudo, a outra dimensão capaz de influenciar os mercados. Trata-se de como a tributação indireta alterou custos, preços relativos e decisões de investimento. A Reforma Tributária oferece a oportunidade de revisitar essa trajetória e refletir sobre uma separação institucional que, embora naturalizada, talvez tenha condicionado silenciosamente parte importante da dinâmica competitiva brasileira.
*Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda, é sócio da Tendências Consultoria.
**Mário Nazzari Westrup é contador e consultor sênior da Tendências Consultoria.
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