Resultados revelados pelas primeiras estatísticas do Pix

Por: Fabiana Tito e Priscila Kneipp Barbuy Wilhelm

O Pix, arranjo de pagamentos instituído pelo Banco Central, começou a funcionar oficialmente em 16 de novembro de 2020 e, embora pouco tempo tenha transcorrido desde então, já ganhou significativa relevância entre seus usuários.

Estatísticas divulgadas oficialmente no site do Banco Central revelam que, ao final de dezembro de 2020, o Pix já contava com mais de 56 milhões de usuários cadastrados no DICT (Diretório de Identificadores de Contas Transacionais), dos quais 94% eram pessoas físicas.

Além disso, em apenas um mês e meio de funcionamento, foram realizadas mais de 177 milhões de transações, que movimentaram, em conjunto, cerca de R$ 155 bilhões. Desse montante, 88% foram liquidados dentro do Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI).

Valor das transações realizadas no Pix (em R$ mil)

Fonte: Banco Central. Elaboração: Tendências.

Do total de transações realizadas, 85% se deram entre pessoas (transações P2P), o que corresponde 45,5% do valor total transacionado. Apesar de terem sido responsáveis por apenas 2% do total, as transações entre empresas (transações B2B) movimentaram cerca de 37,7% do montante total transacionado.

Quantidade de transações realizadas no Pix por natureza da transação

Fonte: Banco Central. Elaboração: Tendências. Nota: P2P - Pessoa para Pessoa, B2B - Empresa para Empresa, P2B - Pessoa para Empresa, B2P - Empresa para Pessoa, P2G - Pessoa para Governo, B2G - Empresa para Governo.

Valor das transações realizadas no Pix por natureza da transação (em R$ mil)

Fonte: Banco Central. Elaboração: Tendências. Nota: P2P - Pessoa para Pessoa, B2B - Empresa para Empresa, P2B - Pessoa para Empresa, B2P - Empresa para Pessoa, P2G - Pessoa para Governo, B2G - Empresa para Governo.

A maior adesão ao Pix se deu entre pessoas de 20 a 29 anos e de 30 a 39 anos, responsáveis, respectivamente, por 35% e 34% das transações realizadas. Os adultos entre 40 e 49 anos também tiveram uma participação significativa, de 17%, enquanto os mais jovens, com até 19 anos, realizaram apenas 2% das transações, e os mais velhos, acima de 50 anos, 12%.

Transações realizadas no Pix por faixa etária

Fonte: Banco Central. Elaboração: Tendências.

As estatísticas revelam ainda uma desigualdade na distribuição da adesão por região do Brasil, uma vez que o Sudeste foi responsável por cerca de 50% das transações realizadas, seguido à distância pelas regiões Nordeste, com 20%, Sul, com 13%, Centro-Oeste, com 10%, e Norte, com 7%.

Transações realizadas no Pix por região do Brasil

Fonte: Banco Central. Elaboração: Tendências.

Ainda que o arranjo de pagamentos tenha conquistado mais adeptos no Sudeste, as estatísticas demostram a capilaridade que o Pix tem conquistado em pouco tempo de funcionamento, apresentando quantidades de usuários e de valor transacionado consideráveis. Resta observar se o êxito se estenderá também ao cumprimento dos objetivos do Banco Central com a criação do novo arranjo, que são principalmente a ampliação da competitividade e a inclusão do acesso a serviços financeiros.

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