Questões econômicas envolvendo desvios na agenda ESG

Por: Mariana Palandi

Foto: Bigstock

Há um crescente interesse por parte dos agentes de mercado em questões envolvendo aspectos ESG[1] – ou seja, temas relacionados a meio ambiente, sociedade e governança corporativa – no ambiente corporativo.

Esse interesse fundamenta-se em argumentações e pesquisas que apontam que investimentos aderentes aos critérios ESG possuem vantagem competitiva de longo prazo, uma vez que as empresas alinhadas a tais critérios estariam mais bem posicionadas para lidarem com as adversidades futuras causadas por desafios socioambientais.

Com isso, o que se observa é uma cobrança cada vez mais ativa por parte dos investidores e da sociedade civil em relação ao posicionamento das companhias quanto a questões ambientais, sociais e de governança corporativa. Vários casos envolvendo escândalos corporativos dos mais diversos níveis e temas aparecem diariamente nas mídias, desde graves desabamentos de barragem de importantes mineradoras até o posicionamento de organizações financeiras com relação às minorias sociais.

Isso desperta preocupação – cabe dizer, bem justificada – nas empresas sobre como evitar riscos de escândalos corporativos ou mesmo mitigá-los a fim de preservar seu posicionamento de mercado e marca perante seus investidores, consumidores e funcionários. Uma das formas de se fazer isso é contando com a racionalidade econômica na tomada de decisão a partir da incorporação dos critérios ESG.

Comumente um projeto ou decisão pode parecer financeiramente vantajoso se não for analisado considerando fatores socioambientais, que apresentam maior risco à decisão de investimento ou ainda podem acarretar custos e despesas inesperadas, como o pagamento de indenizações milionárias.

Nesse sentido, a Tendências frequentemente recebe solicitações para apoiar a tomada de decisão pelas empresas, seja com relação a algum projeto específico, ou em questionamentos judiciais e administrativos sobre resultados obtidos, custos ambientais e sociais, alienações de ativos em casos concorrenciais ou ainda apoiando decisões sobre a abertura ou o encerramento de atividades, com as estimativas de impactos e consequentes discussões de indenizações advindas desses processos.

Os escopos econômicos na área de ESG são amplos, e a equipe da Tendências vem acompanhando o tema para auxiliar seus clientes nas mais diversas tomadas de decisões econômico-financeiras por meio da elaboração de pareceres, white papers e opiniões.

[1] Sigla em inglês que significa “Environment, Social and Governance”.

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