Efeitos da variante Ômicron para a atividade econômica

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A Tendências realizou, no dia 15 de fevereiro de 2022, uma live sobre os impactos da variante Ômicron no cenário econômico. Ministrada por Alessandra Ribeiro, Diretora de Macroeconomia e Análise Setorial da Tendências, e Thiago Xavier, analista responsável pelo acompanhamento da atividade econômica na Tendências, a apresentação teve o objetivo de discutir os potenciais efeitos de curto prazo da nova variante do coronavírus para a economia brasileira.

Thiago Xavier começou citando a construção de um painel de monitoramento dos impactos da Ômicron, com o intuito de analisar seu alcance e as características de seus efeitos para a economia doméstica. A fala do economista se dividiu em três partes principais: a análise do quadro sanitário nacional e internacional; o monitoramento dos sinais da pandemia sobre o crescimento e o nível de preços; e, por fim, o cenário básico de crescimento subsidiado por essa visão da variante sobre a economia. Dessa forma, ele conseguiu trazer uma visão geral sobre o momento atual da pandemia e suas consequências de curto prazo.

Thiago Xavier inicialmente discorreu a respeito da tendência global de reversão de casos, favorecida pela cobertura vacinal e pela adoção de novas medidas públicas sanitárias, e destacou as diferenças do atual período com ondas anteriores, em termos do total de casos e mortes. Com relação ao quadro internacional, ele indicou que o principal efeito sobre o crescimento corresponde à queda no nível de atividade em serviços presenciais.

O segundo efeito da pandemia, via preços, se configura principalmente a partir da desarticulação das cadeias de suprimento. Segundo Thiago Xavier, isso intensifica a carência de insumos, pressiona os preços de frete e, com o encarecimento de bens industriais, afeta o nível de demanda e o crescimento econômico.

O economista, contudo, reforça que essa percepção se refere aos impactos de curto prazo da nova variante, e não ao amplo conjunto de efeitos econômicos gerados desde o início da pandemia. Entre eles, destacam-se as cicatrizes deixadas sobre o mercado de trabalho, a saúde das pessoas e as perdas em termos de aprendizado escolar.

No cenário para o final de 2022, o destaque positivo deve ser uma tendência de crescimento do setor de serviços, com a redução das medidas de isolamento. Já o PIB industrial deve registrar expressiva queda, seja pela restrição e carência de insumos causada pela pandemia, seja pelo ciclo de aperto monetário e de maiores incertezas de natureza política. Thiago Xavier afirmou ainda que a inflação elevada é outro importante redutor do PIB brasileiro em 2022. Por essa razão, o cenário básico de crescimento tem viés de baixa, migrando para uma projeção levemente negativa para este ano.

Alessandra Ribeiro sintetizou os impactos da nova variante para a atividade econômica como transitórios, marginais e focalizados, em termos de crescimento. Segundo ela, a Ômicron acabou por potencializar outros problemas de pressões inflacionárias que estão sendo enfrentados pelas cadeias globais de produção.

Os analistas finalizaram a live respondendo perguntas dos telespectadores sobre as taxas de inflação e as pressões econômicas.

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